sábado, 31 de dezembro de 2011



E pronto....

Por este ano já chega!

Aos meus amigos, familiares, conhecidos e outros... deixo os meus votos de um óptimo e próspero ano de 2012 cheio de Saúde, pois o resto virá por natural acréscimo.

Até pró ano!



Feliz Ano Novo!

E relembrem o que é importante nas nossas vidas!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

No outro lado do muro

Não gosto do Natal, não gosto de Centros Comerciais a abarrotar, não gosto de Pais Natal de ar enfadonho e freteiro que vão sentando os filhos dos outros sobre o joelho enquanto compõem a falsa barba e boa disposição para quem paga uma foto com o velho de vermelho, não gosto de sorrisos adulterados de quem lucra economicamente com esta época, não gosto de ofertas intencionais ou com objetivos premeditados, não gosto de quem hipocritamente diz que gosta do Natal com o único objetivo de deleitar os seus interesses, não gosto.
Este Natal foi para mim muito diferente de todos os outros em toda a minha vida, não foi alegre, divertido ou galhofeiro como gostaria que fosse, mas foi passado junto das pessoas que me são deveras importantes e próximas, vivendo o verdadeiro e puro sentimento que a época deveria ser alheia.
Num pequeno período de tempo fluíram inúmeros acontecimentos que me tocaram a mim e quem me é muito querido ou chegado, confirmaram-me que efetivamente os laços de amizade são muitas vezes muito mais sólidos que os de sangue, que os laços de sangue que por vezes esquecemos por julgarmos nos pertencerem existem e nos podem por deveras apreensivos quando uma enfermidade lhes toca, fazendo-nos sentir pequenos e dependentes de outrem e do destino do qual nada podemos mudar ou administrar.
O Natal já passou, alguns destes sentimentos e situações estão agora arrumados, mas outros perdurarão, continuarão inevitavelmente a ocupar a nossa afeção, o nosso sentimento de impotência, mas aumentando todos os dias e de forma exponencial a nossa fé, a nossa confiança de que tudo possa ter um final feliz e que muitos e muitos outros momentos felizes se repitam num futuro sempre longínquo mas bem próximo, logo ali, do outro lado do muro.
Desejo assim a todos um Feliz ano de 2012, que este novo ano nos proporcione forma de concretizar todos os nossos desejos, objetivos e muita, muita saúde.

sábado, 17 de dezembro de 2011

É dito e sabido o meu desagrado pelo Natal e quase todas as vicissitudes inerentes a esta época, quer seja a hipocrisia, fingimentos, mentiras, jogos emocionais, engraxamentos ou consumismos generalizados.
Outra coisa que não me apraz de todo é o ‘Bolo Rei’. Nunca fui grande adepto desta suposta ‘iguaria’, bem como da escolha dos condimentos utilizados na sua cobertura, nomeadamente sobre os supostos frutos cristalizados ali colocados.
Sendo assim, quem algum dia se poderia lembrar de cristalizar cascas de laranja, pensando que desta forma as poderia tornar comestíveis?

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Há dias em penso: hoje estou cheio de pica para escrever. A vontade perdura mas a folha continua em branco, assim como a vida, em branco, com muito para escrever mas sem inspiração para o fazer.

Linhas numa folha de papel

Há quem diga que a vida é uma linha, mas não! Se fosse uma simples linha não haveria qualquer risco ou emoção, não existiriam oscilações que apimentem a nossa modesta existência neste mundo. Não cometeríamos riscos, não cairíamos, não amávamos as pessoas erradas, não tropeçávamos nos nossos próprios atacadores enquanto correríamos atrás de ideais ilusórios, não poríamos nunca em risco a nossa harmonia emocional ou a dos que nos rodeiam e amam.
A vida é uma folha e não uma linha. Uma folha onde escrevemos a lápis, onde rabiscamos, rascunhamos, escrevemos umas vezes à pressa, outras devagar e meticulosamente, outras vezes apagamos ou tentamos apagar, no entanto ficam sempre as marcas dos erros que cometemos.
O ideal ou fantasioso seria que a vida fosse simplesmente uma linha traçada numa folha de papel, uma linha, não uma reta, uma linha a tinta permanente, com as curvas e traçados necessários, com paragens, com alterações de velocidade mas nunca levantando a caneta, não deixando espaços em branco ou ilegíveis, com traços firmes e bem definidos, mas isso é uma utopia ou ilusão que levamos uma vida inteira atrás, como quem corre atrás de um arco-íris à procura do pote de ouro. Não existe ou alguém roubou há muito tempo.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O poster da luz!


Vivo no Algarve numa casa germinada, mesmo em frente e pregado ao muro está um poster da luz que alumia um Stander de automóveis.
Na minha rua existem muitas mulheres desvorciadas, algumas são descanzeladas e outras são bardajonas. Algumas levam-se os dias a passear os canitos pela rua, mesmo quando vão ao supermercado a comprar o panito prós maridos ou prós amanteados.
No outro dia houve uma peleia, o marido duma chegou cedo demais a casa e houve estacaço de meia-noite.
Nada como viver no Algarve. M'atasco todo com isto.


sábado, 3 de dezembro de 2011

O Natal está no ar

Bons tempos em que o Pai Natal era gordo e bonacheirão, de bochechas rosadas e nariz de vinho tinto, gritava euforicamente os seus Oh Oh Oh's, carregava um saco cheio de prendas para os meninos bem comportados e era puxado por oito renas cheias de cavalagem.
Hoje, e em analogia aos tempos que correm, o Pai Natal é anoréctico, de aspecto deprimido, anda a pé e carrega uma pequena 'pochete' cheia sabe-se lá do quê, grita uns sóbrios Ih Ih Ih's pouco audíveis, mas mesmo assim, sabe-se lá como, ainda vai contagiando quem pode com o espírito natalício.
Hoje oficializou-se o Natal cá em casa, a árvore está montada, as luzes brilham, já há por ali umas prendas depositadas e a muito custo vou interiorizando que o Natal está aí!

Ser melhor

Hoje quando acordei olhei para a TV e vi este documentário, não há nada que mais me anime do que a sensação de pequenez e o sentimento de verdade. Esta semana e por razões tristes já disse que viver bem a vida é bem mais difícil do que estragá-la. É muito mais fácil dizer não do que dizer sim, verdade? Há uns tempos escrevi sobre as ideias que nos são impostas para termos uma boa vida…estudar+emprego+casar+filhos+ganhar montes de dinheiro e depois? Sim, imaginem que somos tudo isso e depois? o que se faz a seguir? Ora, nada…continuamos a fazer aquilo que sabemos…o mesmo e de preferência ter mais e melhor até sermos surpreendidos pela morte e aí os descendentes rebentam com tudo o que construímos, ou não, e nessa altura são iguais ou melhores que os progenitores e aquando do enterro informam-se sobre o funeral mais caro que se pode fazer para nos prestarem a homenagem merecida. É nesta altura que eu disse em alto e bom som a asneirada que não vou escrever. Este documentário fala-nos de um realizador de sucesso que achou que tudo o que tinha não era nada, que aquilo que sentia no coração estava longe de corresponder àquilo que tinha. Foi preciso um acidente, engraçado mas é preciso sempre alguma coisa má, para que ele despertasse para uma vida melhor. Sim, melhor não é ter muito, melhor não é mostrar, melhor é o mais desejado no patamar das realizações. Ser melhor é, no entanto, um passo que nem todos estamos prontos para dar. Requer muita coragem, livrarmo-nos do que está a mais e falar disso. Isto implica que nos achem convencidos, donos da verdade, manientos…azar, eu serei dona de mim, do meu coração e das minhas melhores alegrias nem que isso represente afastamentos. Afinal viver uma vida sem paixão por nós próprios é dar um mergulho numa piscina negra. A determinada altura este senhor compara a vivência do ser humano a um cancro que vai comendo tudo o que há para comer até matar quem o carrega. É exatamente isto que cá andámos a fazer a comer da “melhor” maneira tudo o que podermos para sermos muito mais do que aquilo que os outros são. E no fim? O fim revela-se entusiasmante…estaremos rodeados de outros que nos estão dispostos a ajudar a caminhar para o fim…enquanto nos comem para serem melhores do que aquilo que fomos. Nesta altura estou outra vez a dizer outro palavrão. 

Adoro o Natal, de facto sou a única, cá em casa, que adora o espirito. O Natal não tem que ser só prendas e gastos, eu gosto de surpresas, das boas, e essas normalmente não estão embrulhadas. Este ano partilho esta forma de vida e peço ao Pai Natal que alguém tenha a coragem de ser mais verdadeiro, mais puro e que encontre o patamar de todas as realizações…a realização do coração, que não passar por amar alguém, passa por algo maior, amar o mundo e o próximo seja ele quem for. Este ano que vem sejam pessoas inspiradas, sejam melhores.
(por Celeste Silva)


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

5.000

O que começou como uma simples brincadeira, como curiosidade ou simplesmente como um desejo de criar algo, chegou hoje às 5.000 cusquices.
Apesar de ter uma ninharia de ilustres seguidores identificados e de ter uma insignificância de comentários às numerosas publicações, pelos vistos este blog é assiduamente visitado por inúmeros curiosos que discretamente acompanham as dissertações aqui postadas.
Um agradecimento muito especial à Celeste que tem contribuído desmesuradamente para o crescimento desta minha pequena loucura.


sexta-feira, 25 de novembro de 2011


Acabei de instalar no meu computador o 'pack' da Microsoft com o novo Acordo Ortográfico e já estou danado com isto.
Esta cena cada vez que faço um acto ou acção menos ‘correcta’, começa imediatamente a informar-me (a encarnado) que estou errado. 
Bolas, lembro-me de tanta reguada que levei da Mariazinha, do Fragoso e da Maria José por cada vez que dava um pequeno erro e agora vem esta gente a modificar a minha forma de escrever que me foi tão sabiamente ensinada. 
Recuso-me até à última instância a fazer-lhes a vontade.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Breaking Dawn

Para quem leu os quatro livros de rajada, o último ainda por sair cá em terras lusas, ir ao cinema ver as adaptações torna-se uma outra experiência por vezes nada paralela ao que está escrito. Confesso que aquilo que me encanta nesta história é a exposição que nela é feita no que se refere às escolhas da vida. Escolhas estas que apesar de serem feitas numa supostamente tenra idade são carregadas de séculos de sentimentos, ou seja, as pessoas que as fazem são demasiado verdadeiras com elas e com os outros. Engraçado que das outras personagens, aquelas que são comuns, menos verdadeiras, mais invejosas, são aqui acessórios dispensáveis ao desenvolvimento da narrativa. Recordo que servem só, no primeiro livro, para fazer uma introdução à personagem principal de um mundo diferente, a partir daí perdem importância. E de vampiros nada! Para mim os vampiros ou a condição de vampiros é deveras secundária, o que realmente é importante são as escolhas que se faz em nome do amor e da família. Aliás, sangue só mesmo nesta fase da saga quando se faz mais uma escolha de sobrevivência por um novo ser. Não poderei dizer que este é o melhor filme pois não o consigo dissociar dos outros mas digo que está muito bem conseguido. Não gostaríamos todos de romanticamente falar aquela língua? Estão fartos de me perguntar pelas cenas de sexo, que são atrevidas, que são isto ou aquilo…enfim de atrevido não tem nada, tem a naturalidade que se espera de quem se ama. O filme tem classificação de M12 penso que pela complexidade da história e não pelas cenas picantes, o mais picante que encontrei foi uma cebola que me podia ter feito chorar. Engraçado alguém conseguir escrever uma história quando já tanto se escreveu sobre tudo e saber dar-lhe uma profundidade e interesses diferentes consoante as idades que a lêem. Penso que ir ao cinema ver este filme quando não se conhece a origem é um erro, devemos ser conhecedores das opções anteriormente feitas para entender estas. Aguardo ansiosamente pela parte final onde poderei ver um Edward sem medo. Sim porque nesta história os mais frágeis fisicamente são os mais fortes e decididos, são os que acreditam. 
Quero agradecer à Sofia o ter-me despertado para este fenómeno. 
(por Celeste Silva)

sábado, 12 de novembro de 2011

Apuramento

O apuramento da espécie é algo que naturalmente acontece na natureza. Uns ficam na mesma, outros destacam-se. Está definitivamente nas nossas mãos a decisão de o fazer. Alguns, como eu, foram criados sem qualquer incentivo ao apuramento e tentaram apurar-se conforme puderam. A muitos de nós não é exigido mais do que uma vida “normal”. Estudar o máximo que pudermos, ter um emprego, casar, ter filhos, ter uma casita nossa e o carrito. A excelência fica onde? E o atrevimento? A vontade de ser alguém que marque a diferença? Oh, isso é para os bons! E quem são estes? São aqueles cuja educação foi mais atrevida, mais encorajadora, aqueles a quem foi dito “tu poderás ser tudo!” Sim, mas não chega, também tem que haver o atrevimento do Ser. Temos que ter a vontade de destacar, de não ter receios, de desbloquear todos os caminhos, no fundo temos que ter a vontade de acreditar em nós próprios, de afirmar o nosso bafo no mundo. Respirar é uma actividade que deveria ser exercida proporcionalmente ao bem que cá deixamos. Respirariam mais devagar aqueles que são enfadonhos, invejosos, que vivem como o vizinho vive, aqueles cujo objectivo não passa por atingir a excelência, aqueles que são amigos só porque dá jeito, aqui no facebook ou noutro lado qualquer, aqueles que desejam mal ao próximo. Respirariam mais depressa os outros, os que fazem algo, os que movimentam o mundo para o bem, os que ficam contentes com o sucesso dos outros, os que aspiram a um ser maior, os que amam. Não esperem mais de mim… nem os meus filhos, nem os meus alunos, nem os meus amigos. A estes vou dizer sempre que aquilo que espero de vocês é unicamente a excelência. Quando, depois de tentarem todas as portas, me disserem “a minha excelência é esta a mais normal” aí eu aceito e descanso porque só assim se constrói uma sociedade melhor, haverá, no entanto, um mais apurado do que outro. Mas de mim não esperem mais nada do que uns empurrões para a frente. Não há nada mais gratificante, na minha vida, que olhar a descoberta que os outros fazem deles próprios e saber que também contribuí para que lá chegassem. Estou aqui para aplaudir e incentivar a vossa respiração acelerada. Os outros, como costumo dizer, são só os outros…lamentavelmente.
(por Celeste Silva)

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

fazer alguém mais feliz...

Às vezes é tão simples fazer alguém feliz! Nem que seja só um bocadinho. Sei lá! Se olharmos uns para os outros com olhos de ver isso será muito mais fácil. Vejamos, se alguém faz anos não deveremos dar a prenda que sabemos que o outro vai apreciar? Devíamos, mas preocupamo-nos antes com o que fica bem ou com o que nós gostaríamos de ter. Eu acabo sempre por oferecer livros quando não sei muito bem o que dar. Até porque só ofereço prendas a quem eu gosto portanto são muito poucas as que dou. Agora há uma coisa extraordinária que eu nunca entendi que é a parte dos favores. Não estavam à espera que eu fosse falar de prendas, pois não? Pois é esta parte de fazer favores é que é tramada. Há quem diga que estes são em cadeia e que uma mão lava a outra. Eu não penso assim, sei que sou burra neste sentido. Quer dizer, burra de alguns pontos de vista, não do meu. Devemos apreender que nem todos temos o mesmo entendimento de favores. Alguns acham que “se eu te desenrasquei agora o melhor é pagares já e de preferência em dinheiro” ora para mim isto é uma prestação de serviços, tipo prostituta, não declarável no IRS. Se levamos uma vida a ajudar alguém, directa ou indirectamente, e agora precisamos de um pequeno favor, um daqueles pontuais e nos é negado o que é que pensamos? “Grande porra! Andei eu a ajudar e agora não estão disponíveis para mim…é bem feita, é para eu aprender! “ aqui está um claro desentendimento naquilo que é um favor, nós entendemos que é, por vezes, o outro também entende mas nem sempre o admite. Também há aqueles que vivem disto e querem por força fazer favores aos outros só para dizerem que o fazem, ou seja, não porque precisamos mas porque os outros querem que precisemos para depois dizerem: “se não fosse eu ela não tinha marcado a consulta naquele médico…” ah, estes até são engraçados. Podia levar aqui o resto da página a falar de favores e dos seus vários tipos mas não o vou fazer. Quero só dizer que eu não faço favores, tudo o que faço é de livre e espontânea vontade e com carinho. Quando me é solicitado um favor ou qualquer outra coisa por alguém a quem eu tenho pouca consideração a resposta é um NÃO maiúsculo e durmo melhor. Já me deixei de expectativas e acho que devemos dizer com todas as letras tudo o que queremos e não deixar que os outros usem a intuição porque esta também se paga. Devemos ter em conta que aqueles que mais perto estão de nós ou que deveriam estar são os primeiros a pedir e os primeiros a negar. Devemos também ter em conta que a inveja é o multiplicador da negação de favores. Do género: “ela pediu para eu a ir levar ao aeroporto porque vai de férias e não quer pagar o parque do carro…mais faltaria! Não tem dinheiro para as férias? Ora eu não vou de férias portanto que pague o parque!” estes são o Zé povinho triste que nunca vai ter dinheiro para as férias e que vai sempre aproveitar-se dos favores dos outros.
Dois esclarecimentos: não vou de férias, por enquanto e, este ano, querida Angélica sei exactamente o que te vou oferecer no dia dos teus anos e não vai ser um livro.
Os dias de chuva deixam-me muito mais lúcida e bem disposta!
(por Celeste Silva)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

So she ran away in her sleep.

Mais uma obra da "ainda" pouco premiada mas muito reconhecida por quem sabe apreciar um enorme talento. Parabéns Sofia. Nunca pares. O mundo é pequeno de mais para ti!

domingo, 30 de outubro de 2011

Companheira de sonhos em viagens reais e imaginárias, por milhares de quilómetros de automóvel, comboio, autocarro, avião e bicicleta até. Nunca me deixando mal, lembrando-me sempre o enfiamento das minhas aventuras. Comigo percorreste inúmeras histórias e personagens, países, mares e continentes, viagens ao espaço, ilusões e incursões por terras de ninguém. Apontaste-me lembranças e passagens inesquecíveis, momentos da vida de alguém, linhas efusivas de muitos escritores que guardo na lembrança.

Não passas de um pequeno objecto, mas que muito estimo.
És a minha companhia literária.

sábado, 29 de outubro de 2011

O Anjo Branco

“Há certas coisas na vida que, apesar de existirem, não é possível enclausurar ou exprimir em palavras. São se quiseres, propriedades intuitivas. Existem, apesar de não podermos descrevê-las com rigor. A sua definição exacta escapa-se-nos e, quando tentamos formulá-la, nunca é pela positiva, mas pela negativa.”
José Rodrigues dos Santos in (O anjo branco)

  E assim cheguei ao fim de mais um livro do José Rodrigues dos Santos. Mais uma vez fiquei extasiado com a forma de escrever deste senhor que tem a capacidade de arrebatar sentimentos que julgamos estarem extintos, ultrapassados ou impossíveis de sentir pela leitura.
Este livro tem a capacidade simultânea de nos fazer rir e chorar, misturando episódios hilariantes de amor, ódio, guerra, sexo e relações interpessoais e familiares.
Incide maioritariamente sobre um período temporal negro ou algo obscuro da nossa história, sobre o qual sempre senti uma sensação de reserva ou salvaguarda no relato dos acontecimentos e que aqui nos é mostrado também pelo lado oposto, pelo lado “negro” moçambicano durante a guerra colonial, nomeadamente as acções das tropas da “metrópole” envolvidas no terreno e das guerrilheiras “turras” locais, as acções da PIDE ou DGS no palco de guerra, e, “aquilo” que ainda hoje os veteranos de guerra acautelam em segredo.
É um livro “maningue nice” ficando eu a aguardar ansiosamente lá em casa pela próxima publicação deste nosso grande escritor.

sábado, 1 de outubro de 2011

“Há sempre alguém que nos ama”

Tive curiosidade em ver quais os meus posts mais visitados aqui no Hydra, quando, sem grande admiração verifiquei que estes são exactamente os “A vida é uma “Couve”” e “A vida são dois dias”, depois pensei na razão desse facto, julgando inicialmente ser devido à minha maneira de escrever ou eventual inspiração pessoal no momento em que o fiz, mas não…
            Constatei então que ambos falam de um bem precioso, bem esse que não é nada mais que o curto período de vida terrena de que dispomos. Que tocam num assunto melindroso, daquilo que fazemos na nossa vida e com ela, dos nossos erros, das nossas decisões, das nossas culpas e das que imputamos diariamente aos outros, e, daquilo que colhemos do que plantamos, atestando que de boas sementeiras colhemos bons frutos e que do mal que possamos fazer nada de produtivo resultará.
            Hoje, disse o último “adeus” a um amigo, uma pessoa querida por todos os que o rodeavam, e à maneira de cada um, todos sofreram a sua partida, à maneira de cada um, todos pararam para pensar na vida, na insignificância que somos e ao mesmo tempo na importância que podemos ter para algumas pessoas que nos rodeiam e fazem parte da nossa vida, da nossa pequena redoma.
            Hoje, parei para pensar que vivemos desatentos da vida, que não vemos a essência dela, que vivemos de olhos fechados, que por vezes é preciso uma bofetada para os abrir, mas mesmo abertos nunca ficam nesse estado por um tempo suficientemente longo para enxergar a luz que nos é diariamente oferecida e que simplesmente não desfrutamos, que não chega para ver o essencial da nossa existência.
            “Há sempre alguém que nos ama”, que nos quer por cá e por perto, e, nunca desistir é mote da nossa existência, há que colher cada couve no seu tempo, há que desfrutar cada gosto e paladar oferecido, mesmo que seja azeda, pois com isso só aprendemos no futuro a escolher as mais saborosas.
            Afinal, a vida não são mais que dois dias mas chegará certamente para ver crescer e degustar uma bela, gostosa e nutritiva couve!
            Como alguém dizia incessantemente “…sejam felizes e façam alguém feliz…”.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Obrigado? De nada.....


Uma das coisas que sempre ouvi dizer e tenho vindo a aprender ao longo da vida é que se deve fazer o bem, mas nunca o fazer com a intenção de agradar outrem, ganhar pontos no karma ou de que dessa acção advenha algum benefício pessoal.
Quem pratica o bem nem sempre o faz de forma consciente, fá-lo com naturalidade sem olhar a meios, dificuldades ou esforços e não fica à espera de agradecimento da pessoa favorecida, no entanto por vezes só se apercebe do bem que fez quando sente ingratidão de quem ganhou algo com as boas acções praticadas.
Tenho pensado nisso e ontem levei com uma pergunta tipo: “a quem pediste para ajudar a velhinha a atravessar a rua?”, esta pergunta fez-me sentir mal, primeiro pela utilização da língua portuguesa, pois se alguém pede alguma coisa a outro será quase sempre para seu benefício e quase nunca para ajudar outrem, e depois pela possibilidade do mal que alguém pode praticar ao ajudar alguém a passar uma dificuldade ou a atingir algum objectivo.
Se alguém ao ler isto pensar que estou chateado, posso dizer que não, estou mesmo é fodido, fodido por causa da estupidez de certas pessoas que me rodeiam e da eventual maldade ou interesse pessoal ou de um grupo, e, também por que ontem tomei uma decisão irreversível, fazendo com que alguém desça drasticamente na minha consideração pessoal ao ponto de a apagar definitivamente deste meu mundo cibernauta e inclusivamente deste outro mundo menos virtual.
Espero sinceramente que isto responda à pergunta que me fizeram!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

A minha casinha branca

      Há uns vinte anos atrás o meu ideal de felicidade resumia-se quase unicamente ao desejo de um dia possuir uma pequena casa no campo, casa essa que seria branca, com janelas verdes emolduradas de um tom amarelado, daquelas que se vêem no plano Alentejo, vedada com uma cerca alva não muito alta, mas com tamanho suficiente que impedisse a saída de um cão qualquer, cão este que seria de grande porte mas meigo e carinhoso para com os meus dois filhos, filhos que correriam felizes à volta da fantasiada casa, ririam satisfeitos por todo o meu cenário sonhado, fazendo-me sorrir e sentir realizado.

Hoje, volvidas duas décadas deixei de sonhar, pelo menos com casas níveas, cercas brancas e cães grandes e fiéis, pois a vida fez-me tropeçar em muita pedra, muitas deixei para trás, outras carrego-as comigo, pois um dia far-me-ão falta para construir algo.
Filhos, gerei um, mas o destino ditou que outros dois mais caminhassem comigo, umas vezes atrás, outras vezes à frente, mas por vezes ao lado, compartilhando comigo as suas alegrias, as suas tristezas, as suas aventuras, quedas e vitórias.
Eles sempre tiveram plena consciência daquilo que represento na vida deles, mas eu sempre os vi e senti com muito mais apego, pois eles não me viram crescer e desabrochar para a vida como eu tive o prazer de os ver a eles, muito pelo contrário, eles vêem-me a envelhecer, tornar-me demasiado aborrecido e protector, não querem mais a mão que os afagou, pois ambicionam voar sozinhos e sabem-no fazer melhor que qualquer um das suas idades, pois são seres maiores, de uma extirpe superior, educados para o ser assim, não só por mim, mas principalmente por quem lhes deu a vida e os trouxe ao mundo.
Descobri entretanto que a felicidade ou pelo menos aquilo que ela representava para mim não passa pelo materialismo ou aquilo que ele poderá proporcionar, hoje não sonho mais, pelo menos com casas e cercas, mas acordo todos os dias com o desejo de sentir que consegui o resto que ambicionava.

domingo, 24 de julho de 2011

Morre o ídolo, nasce o mito - Clube dos 27: coincidência ou carma?

Robert Johnson (08/05/1911 – 16/08/1938)

Conhecido como um das personalidades mais importantes do blues, viveu tempo suficiente para servir de influência para músicos como Jimi Hendrix, Bob Dylan e Eric Clapton. Além do mito que Johnson vendera sua alma ao diabo na encruzilhada das rodovias 61 e 49 em Clarksdale, Mississippi, em troca da proeza para tocar guitarra, há inúmeras versões sobre a morte desse ícone. Segundo os ‘ditos”, Johnson pode ter morrido envenenado por whisky, sífilis e vários outros. A causa da morte ainda é desconhecida, por não ter tido um atestado de óbito certificado por um médico.



Brian Jones (28/02/1942 – 03/07/1969)

Foi encontrado afogado na piscina de sua casa. O ícone, também um dos fundadores do grupo Rolling Stones, teve sua vida e morte abordada no filme Stoned, (2005), que revela que a morte de Brian foi causada por Frank Thorogood, um dos empreiteiros que trabalhava em reformas na casa de Brian. Frank confessou o crime em 1993 em frente ao túmulo de Brian.



Jimi Hendrix (27/11/1942 – 18/09/1970)

Considerado como o maior guitarrista de todos os tempos, também deixou esse planeta por uma morte bastante estranha. O músico foi encontrado na cama do quarto de um hotel onde estava com uma namorada alemã, Monika Dannemann, desacordado após ter tomado nove pílulas de Vesperax (forte analgésico), tendo, em seguida, se asfixiado no seu próprio vómito.



Janis Joplin (19/01/1943 – 04/10/1970)

A lendária Janis Joplin morreu de overdose de heroína em 4 de Outubro de 1970, em Los Angeles, Califórnia. Conhecida pela sua voz marcante, a cantora fez de seu nome uma lenda nos anais da música, tanto pelo talento como por suas loucuras.



Jim Morrison (08/12/1943 – 03/07/1971)

O cantor, compositor e autor de grande parte das músicas do The Doors morreu na banheira. Muitos fãs e biógrafos especularam sobre a causa da morte, se teria sido por overdose, embora Jim não fosse conhecido por consumir heroína. O relatório oficial diz que foi “ataque de coração” a causa da sua morte.



Kurt Cobain (20/02/1967 – 05/04/1994)

O compositor, guitarrista e cantor conhecido por liderar o movimento grunge morreu sob suspeita de suicídio com uma espingarda em sua boca, em sua própria casa. A autópsia encontrou traços de benzodiazepinas (tranquilizantes) e heroína no sangue de Kurt.



Amy Jade Winehouse (14/09/1983 — 23/07/2011)

Foi encontrada morta em sua casa. A causa da morte ainda não é conhecida, a suspeita seria overdose, porém não foi confirmado.












Sendo trágico ou não, essas personalidades morreram jovens, mas deixaram as suas marcas na história do rock, na memória de muitas pessoas e na influência de outras tantas bandas que vem surgindo por aí.



Desencontros

Já me tinha esquecido como os desencontros e as paixões na adolescência podem condicionar a nossa forma de encarar o mundo. Uma das certezas que hoje tenho é que eles procuram o mesmo que elas embora só alguns o admitam. Muitos estão imersos em energia à procura de uma verdadeira paixão e só porque aquela que se tem na mira não nos responde transformam-se em perseguidores de listas de miúdas. Verdade! Na maioria dos casos as listas aparecem porque falhamos na paixão inicial. Paixões mal resolvidas enegrecem um futuro luminoso. Sentem-se incompletos e ouvem os amigos dizerem que têm que continuar, que há aquela, ou a outra, e em encontros rápidos sentem-nas como se fossem a tal. Assim aparecem as listas. Elas, que até acham que poderia ser aquele, olham-nos e pensam que não querem fazer parte da lista, tornar-se-iam demasiado vulgares, não entendem que a lista a elas se deve, é um luto em sua honra. Desencontros são vividos à velocidade da luz porque se acha que não há tempo. O que de facto acontece, não há tempo! Não há tempo para perder sobretudo com pessoas que não querem o mesmo que nós. Não há tempo a perder com ciúmes, com o controlo do outro. Quem sabe amar sabe respeitar, sabe deixar acontecer, sabe deixar o outro viver e não o sufoca! Há miúdos que têm isto incorporado, outros que  incorporam uma ideia opostamente errada. Se estes últimos acabarem por se casar com o objecto do seu sufoco acabarão exactamente como todos nós sabemos…miseráveis!
Há quem acredite em poções de amor, em feitiços, ou seja, formas de controlo! O segredo não é esse, o segredo é sentirmo-nos bem connosco e depois mostrar o que sentimos aos outros. Os outros notarão o nosso brilho. O segredo é saber aceitar a derrota com elegância ou saber aceitar a vitória e desfruta-la como se o amanhã acabasse ontem!Olhar e sentir a boca seca, sentir calor, o coração descompassado, sentir que ela nunca olha para nós como deve ser, sentir que há qualquer coisa que ela tem embora não se saiba verdadeiramente o quê, não conseguir deixar de olhar, são sinais do trânsito amoroso que devem ser respeitados. Quando ela evita os sinais o saber esperar é uma virtude, uma vez que pode estar exactamente na mesma posição mas com medo. Não, não é só fazer-se difícil, é também não saber exactamente como reagir. Por vezes ela não vos quer fazer de parvos, só não descobriu como deixar de ser tonta! Saber esperar não é dar parte fraca, é sinónimo de grande inteligência de inteireza. Garanto-vos que valerá a pena! Valerá a pena sentir a pele estalar de tanta emoção, valerá a pena mergulhar num mar de sensações e respirá-la como se ela fosse o nosso último fôlego. Ontem alguém me perguntava,” esperar até quando?” esperar até que ela repare, esperar até que enquanto a olharmos saibamos que vale a pena esperar. Se olharmos e não a sentirmos parte do nosso universo a espera acabou! Um amor, uma paixão, sobretudo as juvenis, devem ter em exclusivo 100% de alegria e um mar de loucura senão não valerá a pena. Se não for assim garanto-vos que serão amores fracos e envelhecidos. Digam-lhe como ela vos faz sentir, sintam a alegria, a ilusão, digam-lhe se souberem que ela vos vai ouvir. Se não lhe disserem deixarão passar o momento e iniciarão a caminhada pelo deserto das listas. Não arrisquem a vê-la a passear com outros olhos que não os vossos. E nunca, nunca desistam de serem vocês, nunca desistam de sorrir. Um amor sem gargalhada é um amor estéril. Uma paixão sem vontade de dançar ou cantar mesmo que se desafine não é paixão!  
(por Celeste Silva)

domingo, 10 de julho de 2011

Há dias assim....

Ontem foi dia de convívio com amigos, uns muito pequeninos que apesar de não conhecerem o conceito de amizade nos brindam com sorrisos lindos e singelos e que se aninham confortavelmente no nosso colo fazendo-nos lembrar que não somos muito maiores que eles e que também necessitamos de mimos e bons tratos, e, outros maiores, mas que no entanto não nos alegram menos com a sua graciosa presença.

Foi um bom dia, com notícias insulares bem alegres, de onde vieram vozes contentes de alguém que nunca soube o que são férias, que nunca havia viajado de avião, que nunca passou uma noite num hotel por puro ócio ou que sequer desfrutou de uma refeição à beira mar sem que tivesse que se servir ou servir alguém e que agora o faz quase à força, mas regaladamente.
Foi um dia que quando já se julgava findo teve um novo recomeço, agora com outros amigos e grande pândega vinícola, sempre rindo e brindada com um espectáculo musical completamente inesperado que me fez delirar com temas que há muito não ouvia e quase julgava serem impossíveis de assistir ao vivo, assim os Queen on the Rocks, uma banda de atributo ao grupo que lhe dá nome, regalou um pequeno público num espaço completamente improvável mas que extasiou muitos dos presentes com um conjunto de temas cujas letras conhecemos de cor, que me deixaram sem voz e de sorriso arregalado.
Há dias assim!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

1º Passeio do Núcleo Sportinguista de Vila Real de Santo António


Este Domingo, para meu contentamento foi dia de BTT.

Nesta ocasião, participei no 1º Passeio do Núcleo Sportinguista de Vila Real de Santo António, que apesar de ter sido o primeiro evento deste tipo organizado por aquela casa, não foi de todo preparado por gente inexperiente, pois estes, envergando noutros tempos outras cores e indumentárias já deliciaram com grande qualidade muitos entusiastas deste cada vez mais nobre desporto.
Assim, este Passeio guiado (como eu gosto), percorreu uma grande parte daquele canto algarvio por muitos caminhos agradáveis, deleitando-nos com paisagens encantadoras e alguns percursos que eu ainda desconhecia, deliciando todos os participantes que ali ocorreram em bom número e que mantiveram sempre uma boa disposição durante todo o evento.
Deixo aqui os meus Parabéns a todos os elementos da organização pelo bom serviço prestado, pelo resultado notório do esforço empreendido, fazendo votos de que muitos eventos como este se repitam.Até ao próximo.
Deixo também aqui os agradecimentos aos fotógrafos.