domingo, 24 de julho de 2011

Morre o ídolo, nasce o mito - Clube dos 27: coincidência ou carma?

Robert Johnson (08/05/1911 – 16/08/1938)

Conhecido como um das personalidades mais importantes do blues, viveu tempo suficiente para servir de influência para músicos como Jimi Hendrix, Bob Dylan e Eric Clapton. Além do mito que Johnson vendera sua alma ao diabo na encruzilhada das rodovias 61 e 49 em Clarksdale, Mississippi, em troca da proeza para tocar guitarra, há inúmeras versões sobre a morte desse ícone. Segundo os ‘ditos”, Johnson pode ter morrido envenenado por whisky, sífilis e vários outros. A causa da morte ainda é desconhecida, por não ter tido um atestado de óbito certificado por um médico.



Brian Jones (28/02/1942 – 03/07/1969)

Foi encontrado afogado na piscina de sua casa. O ícone, também um dos fundadores do grupo Rolling Stones, teve sua vida e morte abordada no filme Stoned, (2005), que revela que a morte de Brian foi causada por Frank Thorogood, um dos empreiteiros que trabalhava em reformas na casa de Brian. Frank confessou o crime em 1993 em frente ao túmulo de Brian.



Jimi Hendrix (27/11/1942 – 18/09/1970)

Considerado como o maior guitarrista de todos os tempos, também deixou esse planeta por uma morte bastante estranha. O músico foi encontrado na cama do quarto de um hotel onde estava com uma namorada alemã, Monika Dannemann, desacordado após ter tomado nove pílulas de Vesperax (forte analgésico), tendo, em seguida, se asfixiado no seu próprio vómito.



Janis Joplin (19/01/1943 – 04/10/1970)

A lendária Janis Joplin morreu de overdose de heroína em 4 de Outubro de 1970, em Los Angeles, Califórnia. Conhecida pela sua voz marcante, a cantora fez de seu nome uma lenda nos anais da música, tanto pelo talento como por suas loucuras.



Jim Morrison (08/12/1943 – 03/07/1971)

O cantor, compositor e autor de grande parte das músicas do The Doors morreu na banheira. Muitos fãs e biógrafos especularam sobre a causa da morte, se teria sido por overdose, embora Jim não fosse conhecido por consumir heroína. O relatório oficial diz que foi “ataque de coração” a causa da sua morte.



Kurt Cobain (20/02/1967 – 05/04/1994)

O compositor, guitarrista e cantor conhecido por liderar o movimento grunge morreu sob suspeita de suicídio com uma espingarda em sua boca, em sua própria casa. A autópsia encontrou traços de benzodiazepinas (tranquilizantes) e heroína no sangue de Kurt.



Amy Jade Winehouse (14/09/1983 — 23/07/2011)

Foi encontrada morta em sua casa. A causa da morte ainda não é conhecida, a suspeita seria overdose, porém não foi confirmado.












Sendo trágico ou não, essas personalidades morreram jovens, mas deixaram as suas marcas na história do rock, na memória de muitas pessoas e na influência de outras tantas bandas que vem surgindo por aí.



Desencontros

Já me tinha esquecido como os desencontros e as paixões na adolescência podem condicionar a nossa forma de encarar o mundo. Uma das certezas que hoje tenho é que eles procuram o mesmo que elas embora só alguns o admitam. Muitos estão imersos em energia à procura de uma verdadeira paixão e só porque aquela que se tem na mira não nos responde transformam-se em perseguidores de listas de miúdas. Verdade! Na maioria dos casos as listas aparecem porque falhamos na paixão inicial. Paixões mal resolvidas enegrecem um futuro luminoso. Sentem-se incompletos e ouvem os amigos dizerem que têm que continuar, que há aquela, ou a outra, e em encontros rápidos sentem-nas como se fossem a tal. Assim aparecem as listas. Elas, que até acham que poderia ser aquele, olham-nos e pensam que não querem fazer parte da lista, tornar-se-iam demasiado vulgares, não entendem que a lista a elas se deve, é um luto em sua honra. Desencontros são vividos à velocidade da luz porque se acha que não há tempo. O que de facto acontece, não há tempo! Não há tempo para perder sobretudo com pessoas que não querem o mesmo que nós. Não há tempo a perder com ciúmes, com o controlo do outro. Quem sabe amar sabe respeitar, sabe deixar acontecer, sabe deixar o outro viver e não o sufoca! Há miúdos que têm isto incorporado, outros que  incorporam uma ideia opostamente errada. Se estes últimos acabarem por se casar com o objecto do seu sufoco acabarão exactamente como todos nós sabemos…miseráveis!
Há quem acredite em poções de amor, em feitiços, ou seja, formas de controlo! O segredo não é esse, o segredo é sentirmo-nos bem connosco e depois mostrar o que sentimos aos outros. Os outros notarão o nosso brilho. O segredo é saber aceitar a derrota com elegância ou saber aceitar a vitória e desfruta-la como se o amanhã acabasse ontem!Olhar e sentir a boca seca, sentir calor, o coração descompassado, sentir que ela nunca olha para nós como deve ser, sentir que há qualquer coisa que ela tem embora não se saiba verdadeiramente o quê, não conseguir deixar de olhar, são sinais do trânsito amoroso que devem ser respeitados. Quando ela evita os sinais o saber esperar é uma virtude, uma vez que pode estar exactamente na mesma posição mas com medo. Não, não é só fazer-se difícil, é também não saber exactamente como reagir. Por vezes ela não vos quer fazer de parvos, só não descobriu como deixar de ser tonta! Saber esperar não é dar parte fraca, é sinónimo de grande inteligência de inteireza. Garanto-vos que valerá a pena! Valerá a pena sentir a pele estalar de tanta emoção, valerá a pena mergulhar num mar de sensações e respirá-la como se ela fosse o nosso último fôlego. Ontem alguém me perguntava,” esperar até quando?” esperar até que ela repare, esperar até que enquanto a olharmos saibamos que vale a pena esperar. Se olharmos e não a sentirmos parte do nosso universo a espera acabou! Um amor, uma paixão, sobretudo as juvenis, devem ter em exclusivo 100% de alegria e um mar de loucura senão não valerá a pena. Se não for assim garanto-vos que serão amores fracos e envelhecidos. Digam-lhe como ela vos faz sentir, sintam a alegria, a ilusão, digam-lhe se souberem que ela vos vai ouvir. Se não lhe disserem deixarão passar o momento e iniciarão a caminhada pelo deserto das listas. Não arrisquem a vê-la a passear com outros olhos que não os vossos. E nunca, nunca desistam de serem vocês, nunca desistam de sorrir. Um amor sem gargalhada é um amor estéril. Uma paixão sem vontade de dançar ou cantar mesmo que se desafine não é paixão!  
(por Celeste Silva)

domingo, 10 de julho de 2011

Há dias assim....

Ontem foi dia de convívio com amigos, uns muito pequeninos que apesar de não conhecerem o conceito de amizade nos brindam com sorrisos lindos e singelos e que se aninham confortavelmente no nosso colo fazendo-nos lembrar que não somos muito maiores que eles e que também necessitamos de mimos e bons tratos, e, outros maiores, mas que no entanto não nos alegram menos com a sua graciosa presença.

Foi um bom dia, com notícias insulares bem alegres, de onde vieram vozes contentes de alguém que nunca soube o que são férias, que nunca havia viajado de avião, que nunca passou uma noite num hotel por puro ócio ou que sequer desfrutou de uma refeição à beira mar sem que tivesse que se servir ou servir alguém e que agora o faz quase à força, mas regaladamente.
Foi um dia que quando já se julgava findo teve um novo recomeço, agora com outros amigos e grande pândega vinícola, sempre rindo e brindada com um espectáculo musical completamente inesperado que me fez delirar com temas que há muito não ouvia e quase julgava serem impossíveis de assistir ao vivo, assim os Queen on the Rocks, uma banda de atributo ao grupo que lhe dá nome, regalou um pequeno público num espaço completamente improvável mas que extasiou muitos dos presentes com um conjunto de temas cujas letras conhecemos de cor, que me deixaram sem voz e de sorriso arregalado.
Há dias assim!