domingo, 30 de dezembro de 2012

Ora, e está no fim este 2012. Por distintas e muitas razões este ano foi terrível em muito aspetos. Ano de contenção, ano de desastres, desaires, decessos, catástrofes, ano para enfim… não evocar ou repetir. 

Vem aí 2013 e todos os anos repetimos as mesmas frases: “Bom ano novo!”, “Boas entradas”, “Felicidades”… tretas!!!
Vem aí 2013, faz por ti, luta, olha por ti e pelos teus, agarra o touro pelos cornos, nada de cernelhas ou pelo rabo, é mesmo de frente e com atitude, pois 2013 não vem aí com delicadezas ou branduras, apanhará os menos incautos e desprevenidos de qualquer maneira e feitio e sem misericórdia. 
A todos os meus amigos eu desejo que 2013 seja brando, que  sejam audazes e expeditos, que estejam preparados para o receber e que se adaptem ao que aí vem. 
“Sejam felizes e façam alguém feliz!”

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

"O Natal não é um momento nem uma estação, senão um estado da mente."
Fica assim o meu desejo a todos os meus amigos, de um Feliz Natal, cheio de tudo o que merecerem e com quem mais vos quer.

domingo, 25 de novembro de 2012

É da minha mente perversa ou este anúncio da Yorn não saiu lá muito bem com este 'shot'? 

E mamadinhas semanais? Hummm?

Levar nas trombas até que a morte nos separe

A violência doméstica não é exclusivo delas, ou seja, não é praticada unicamente contra elas. Mas elas são as que mais levam nas trombas e por consequência mostram aos outros que é normal, ensinam os filhos que a normalidade e a felicidade é a constante discussão e as mostras de carinho depois do caldo entornado. Este fenómeno triste é uma pescadinha de rabo na boca. É praticado em todas as faixas etárias, entre amigos, conhecidos e familiares. Os primeiros dois podemos descartar com relativa facilidade, já os familiares não. Temos pais que maltratam filhos, filhos que maltratam pais, irmãos que maltratam irmãos e por aí adiante. Mas comum é vermos maridos a maltratar as esposas embora eu conheça pessoalmente casos contrários. Sim, porque a violência tem várias caras e não tem que ser praticada com murros e pontapés. Quando se chega à fase física já nos habituaram à ideia que merecemos apanhar porque não somos nada. Como tal e porque sou mulher falarei só no caso feminino. Meninas os vossos filhos acham que as mães não valem nada! Sim porque o pai diz. Os vossos filhos acham que podem bater nas meninas, porque o pai faz. As vossas filhas sabem o que esperar quando casarem e se forem inteligentes não casam. Casar entenda-se viver junto com alguém. É esta a educação que vocês estão a dar! Ficar com eles porque há medo, há filhos, não há condições para começar uma nova vida, são as desculpas que se ouvem quando existem aquelas que admitem estar nesta situação. Eles até gostam de vocês, só não sabem amar. Eles só dão porrada porque se passam dos carretos mas depois pedem-vos perdão e fazem amor com vocês. E vocês agradecem, já passou, amanhã é um outro dia. São controladas, respiram só quando as mandam respirar, a noção de sorrir já passou, eles criam facebooks porque querem estar mais presentes na vossa vida, convidam os vossos amigos porque querem saber quem devem perseguir. Meninas o papão está na vossa casa e o mundo à vossa espera para ajudar. Aguentar a situação pela família dentro das quatro paredes é desistir de viver. Devemos construir e não desistir. Construir é conquistar espaços grandes, espaços pequenos, construir é viver. Viver é partilhar sorrisos e alegrias. Vocês sobrevivem e mal!
(por Celeste Silva)

sábado, 10 de novembro de 2012

Esperança

Esta manhã quando aqui cheguei vi esta frase num post do Pedro Górgia "Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim." (Chico Xavier)
Depois li qualquer coisa sobre aquilo que não vemos porque queremos que seja como vemos. Depois li mais qualquer coisa sobre sermos diferentes dos outros é melhor do que sermos iguais. Por fim li algo sobre uma saudade e uma esperança de que tudo fosse diferente.
Hoje é sábado, para uns mais um dia, para outros um dia mais triste, para outros um dia alegre e para outros um dia onde a esperança não morreu. A esperança é das coisas mais controladoras que podemos ter. Não a podemos controlar mas somos completamente controlados por ela. Esperamos sempre que seja o melhor, que seja como queremos, que se altere a nosso favor e no fim não fazemos mais nada do que esperar. Esperar pela esperança. Mas afinal que queremos? Ficar uma vida à espera que a esperança se resolva a nosso favor? E que tal este sábado levantarmo-nos e começar a construir hoje a certeza daquilo que queremos e deixarmos para trás a esperança!? O passado é escravo da nossa aprendizagem o futuro está na forma como decidimos escrever o fim. A esperança deverá existir unicamente na certeza e no poder das nossas realizações e não na tentativa de modificar algo.
(por Celeste Silva)

domingo, 4 de novembro de 2012

Pedrada no charco

Hoje e como quase sempre, acordei com as notícias na televisão, e… mais do mesmo. Mas houve uma coisa que me chamou à atenção e que me fez aliar à ideia de que quando se atira uma pedra à água, todos os peixes fogem do perigo, mas depois lá vêm uns e outros a ver o que se passou e dar uns bitaites sobre o assunto e criticar o facto da pedra ter origem divina ou diabólica. Foi isso que eu pensei quando vejo o mal amado General Ramalho Eanes, a ostracizada Manuela Ferreira Leite e um Sr. Jorge Miranda a dizerem o que fariam ou não fariam e o que está certo ou errado, e, até a Sua Eminência o Cardeal D. José Policarpo vem fazer gestos de magia como que a querer fazer desaparecer as câmaras e fazer comentários políticos muito para além do domínio compreendido pelas beatas e diáconos do seu rebanho.

Entristece-me o facto de que estes e todos os outros peixes do cardume que agora estão de volta e opinam como gente douta, continuarem a olhar de soslaio à espera de outra pedrada para fugirem com o rabo entre as pernas, pois ninguém quer ser timoneiro de um barco afundado.

sábado, 20 de outubro de 2012

Que faremos hoje diferente de ontem sabendo que o amanhã pode não chegar?

A questão é esta…e se o amanhã não chegar? Que faríamos nós hoje se o amanhã não chegasse? Se tivéssemos a certeza que amanhã não acordaríamos. Tentaríamos hoje dizer a correr o quanto amamos quem amamos? Levantaríamos todo o dinheiro que temos e iríamos gastá-lo? Que faríamos nós antes do último suspiro?

Porque não arrumamos a cabeça? Porque não fazemos sempre aquilo que nos faz felizes? Porque não abraçamos quem queremos? Porque nos preocupamos tanto com o que os outros dizem? Porque não somos quem queremos ser? Porque fazemos coisas contrárias aos nossos desejos para não magoar os outros? Porque arrastamos a vida? 

Porque não vivemos como se o amanhã não chegasse?

A possibilidade de fazermos o bem aos outros só pode existir se nos tivermos como prioridade. Não adianta fazer o bem aos outros quando nós somos os que mais precisamos dele. Primeiro tem que haver uma cura interior, uma cura honesta, um vencer dos medos e um afirmar de vontades.

Quando estamos curados nada nos dará mais prazer do que ajudar os outros. Fazê-los sentir o quanto importantes eles são para nós. Não basta dizer, há que fazer sentir. Por aqui passa também a necessidade de eliminar o que não faz falta, quem não faz falta. Às vezes não faz falta quem mais chegado a nós está, ou pensámos que está. Mas chegado a nós é aquele que não questiona, que aceita, que não cobra, que espera, que nos ama nem que seja em silêncio. Os outros, os das outras atitudes estão ao pé de nós para nos acordar e a eles devemos isso, devemos agradecer-lhes isso. Sem situações difíceis ninguém acorda. Andaremos em banho-maria. Deixaremos a vida passar-nos entre os dedos. Às vezes ela vai-se e lamentamos o nunca poder vir a ser diferente, outras temos sorte e conseguimos ainda aproveitá-la. Às vezes é tarde demais, às vezes não. Às vezes é preciso agir com urgência. O coração, o alívio e a paz agradecem. Seremos melhores com certeza e não seremos sós. Não há pior solidão do que aquela que sentimos acompanhados.

Que faremos hoje diferente de ontem sabendo que o amanhã pode não chegar?
(por Celeste Silva)

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Paz podre

Faltam 80 dias para acabar o ano. Ano recheado de pouca coisa positiva. Chegada a reta final confesso que estou assustada, aquilo que eu pensava ser só um problema nosso verifico que está espalhado por todo o lado. 

Europa, continente velho, cansado onde o Parkinson se manifesta nos tremeliques governamentais, onde os governos estão cheios de bonecos novitos que acham que o povo sofre de alzheimer, continente doente, febril, falido onde os manifestantes dão e levam porrada, onde tudo se afunda todos os dias eis senão quando se mancha o nome de Nobel com um prémio atribuído a este continente em nome da paz. Paz? Que paz? Quem se lembrou desta? Esquecem-se da Turquia, ou esta não conta? Da Grécia? Ou esta também não conta? Terá sido um prémio atribuído antes que o continente se afunde numa terceira guerra? Ou alguém se lembrou que o Liechtenstein existe e é representativo de toda a Europa? Assusta-me pensar que as asneiras com carros grandes e pequenos não são exclusivas dos zorros nacionais e que a Europa afinal está infestada com a mesma demência, vale-nos a bandeira europeia ser fácil de hastear.
(por Celeste Silva)

domingo, 7 de outubro de 2012

Fate

Acredito que no meio da confusão sobrevivem os fortes. Os fortes são os que se adaptam. São os que aguentam as alterações, os que sofrem no sangue, os que aprendem com as mudanças e avançam para um novo dia. 
Por vezes parece que o sol só brilha para uns, com o tempo acabamos por sentir que ele brilha para os que aprendem e o brilho que os outros tinham era pura aparência. Perdemos muito tempo à espera que os outros mudem, que os outros aprendam. Perdemos muito tempo a sentirmo-nos injustiçados, perdemos muito tempo a arranjar justificações. 
Acredito que se ouvirmos o coração saberemos que aquilo que a nossa razão espera está errado. Por vezes o coração sente aquilo que a razão não quer ver. Acredito em mim e naqueles que escolho como família. Sou forte e adaptável. Acredito na boa disposição, na gargalhada e nos abraços. Acredito no lado brilhante, nas escolhas e num admirável mundo novo. O destino está na ponta dos nossos dedos, no brilhar dos nossos olhos e na qualidade do nosso respirar.
(por Celeste Silva)

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

5 de Outubro

Hoje, dia de bandeiras ao contrário e grandes gafes que têm significados muitos mais elevados do que qualquer um pode compreender, é também o Dia Mundial do Professor.
Hoje em dia o professor não deixa de ser aos olhos do comum dos mortais 
um mero empregado ou assalariado do estado, que é responsável por dar aos nossos filhos o que nós não conseguimos dar em casa e que responsabilizamos pelos seus insucessos.
Nem sempre foi assim, noutros tempos, em qualquer aldeia, vila ou cidade, um professor era um Senhor Professor, aquele em quem os nossos pais nos confiavam e em nenhuma ocasião questionavam a forma como nos eram lecionadas as aulas e os saberes, aquele que complementava a educação que nos era dada em casa, que se bem entendesse nos reprimia pelas atitudes menos corretas, que alicerçou as nossas personalidades e é em parte responsável pelo que cada um de nós é hoje.
O meu muito obrigado a todos eles!

domingo, 23 de setembro de 2012

Oh Mãe... vá lá...!

Ontem tive tempo para prestar atenção às inúmeras desculpas que vários pais davam aos seus filhos para não gastar uma moeda num daqueles carrinhos, motas ou bonecos que se encontram muitas vezes à porta dos supermercados.
Entre muitos que esqueci destaco o “não tenho moedas”, “está avariada”, “aquilo é para meninos”, “aquilo é para meninas”, “não vês que não há luz?”, “temos que esperar que aquela menina e ou outro menino andem”, “temos pressa”, "olha o teu Pai à espera"…
Tudo bem que são crianças, mas…. Não será mais educativo ouvir-se de vez em quando um “NÃO” que desculpas esfarrapadas que um dia nos serão dadas de volta como resposta?

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Ainda dizem que as flores não andam!


Ontem e como quase todos os dias lá ia eu de comboio para o trabalho. À minha frente ia uma moçoila de dezasseis anos, ajanotada, com olhar sonhador e distante, a pensar no dia que estava para iniciar, a olhar para o relógio com o inerente receio de chegar atrasada à aula do primeiro tempo, enquanto lia um livro com notável importância.
Esta, apesar de tais virtudes, terá tantos outros defeitos ou máculas, mas que num tão pouco período de tempo não foi possível verificar.
Numa determinada freguesia onde a água corrente deverá custar tanto como a água-de-colónia, sendo por isso conveniente poupar na primeira, entrou um casalinho de adolescentes com idades semelhantes ao meu modelo anterior, que para meu desprazer vieram sentar-se junto a mim e à minha anterior companhia.
Assim e perante a montra agora visível, foi possível verificar as diferenças que podem existir entre pessoas da mesma geração, sendo que estes últimos mantinham um diálogo improfícuo, estéril, desprovido de qualquer interesse, apresentavam um aspeto e indumentária de gosto duvidoso, demasiado aperaltados, com penteados descolorados e cheiros característicos de quem sofre de alergia à água, fazendo crescer em mim o desejo ir para outro lugar do comboio, coisa que não ocorreu unicamente pela presença da minha primeira companhia e porque o comboio ia repleto de gente.
Dizem então que as flores não andam? Andam! E os montes de esterco também, andam aos pares, cheiram mal, reproduzem-se e com a maioridade… também votam.

sábado, 15 de setembro de 2012

Há quem diga que "no fim da aplicação destas medidas todas, vamos todos comer é merda".
Pois eu acho que no fim disto tudo nem a merda vai chegar para todos!

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Marrakech - Marraqueche - Marraquexe - مراكش

Um pouco às cegas lá fui eu metido num avião com destino a Marraqueche. Adivinhava-se muito calor à chegada, mas não aquele baque com que defrontei, aquele bafo do inferno que não deixa ninguém indiferente. 
Desengane-se qualquer mortal que Marraqueche seja um destino de férias para passar dias de papo para o ar, com os dedos dos pés dentro de água e a beber bebidas coloridas com chapeuzinhos a adornar copos, não, não é. Pelo menos qualquer um que queria ficar a conhecer a cidade por dentro, experimentar os cheiros, sentir toda a envolvência dos locais, as sombras, o calor, os chamamentos para as orações, o regatear das compras, a escuridão das ruas apertadas e apinhadas de prateleiras de produtos à venda cheios de cor a aromas, o olhar de quem nos acha estranhos e desconformes. Essa é a Marrqueche que todos têm que conhecer. 

Não posso de todo dizer que me homogeneizei com tudo, pois pessoalmente gosto de explorar, mas sem que me convidem, toquem excessivamente, agarrem ou induzam a ver, comprar, beber ou comer, e isso é uma constante em Marrocos. No entanto, no início estranha-se mas depois entranha-se, começa-se a conhecer o ritual das coisas e que a forma de eles lidarem com quem ali está de visita é formal, que eles são alegres, divertidos e educados, senhores de um olhar diferente do nosso, cheio de mistério, envolvência, elegância e gentileza. 

Faz-me impressão como se vive com tão pouco, como levam tão a sério o que para nós não passa de chacota ou menosprezo, como são nitidamente felizes com tanta precariedade e a forma como um simples agrado ou cavalheirismo lhes arranca sorrisos e nítido brilho nos olhos. 


Em todos os locais que visitei enquanto viajei sempre reconheci aqueles nos quais me identificava pessoalmente ou seria capaz de viver o resto da minha vida, sendo que Marraqueche não é um desses locais. Não consegui de qualquer forma acostumar-me ao calor local, nem conseguiria apartar-me dos comodismos europeus, do asseio geral, habituar-me à pouca variedade alimentar, que apesar da excelente qualidade, sabor e riqueza de aromas e sabores, não ombreia a nossa variedade gastronómica. 

É com toda a certeza um país a revisitar, mas obrigatoriamente noutros moldes, com mais tempo, com outra mente de espírito e noutra época do ano, com temperaturas mais amenas e suportáveis.



domingo, 15 de julho de 2012

Ontem, entre muitas coisas, foi dia de ir ao cinema.
Por opção, por se julgar tratar-se de uma comédia e o mote do dia ter a mesma orientação... lá fomos.
Bem, de comédia, de tema novo ou original nada tinha, no entanto valeu a companhia e o fresquinho do ar condicionado da sala.
Saliento no entanto o facto de qualquer mulher poder ver uma infindável panóplia de gajos a despirem-se em sintonia musical, em animados e infindos steepteases, pela módica quantia dum bilhete de cinema e sem ‘desagradável’ tarefa de introduzir notas em minúsculas cuecas masculinas!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

A actriz Sofia Aparício colocou um dente de ouro concretizando um sonho antigo.
Depois lembrei-me que o Steven Tyler teve um sonho parecido, depois acordou caído no banho!
Qualquer semelhança é pura coincidência!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Crer é sentir


Há quem o faça por prometer a alguém que o faz. Depois de uns “não da jeito nenhum…Julho? Junho? Possas pá, não dá mesmo jeito nenhum.” Lá empacotamos e lá fomos para não faltar à palavra. Não em promessa. Jamais iríamos em promessa. Isso são coisas de gente pouco crente. Crer é sentir todos os dias e não só quando o pescoço aperta!
(por Celeste Silva)

quarta-feira, 20 de junho de 2012

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Estas são as Senhoras Maria e Joana, estimadas e altamente apreciadas vendedoras ambulantes de especiarias e ervas de cheiro, naturais de Trás os Montes e com licença válida até final do mês de Setembro para todos os Festivais de Verão de 2012.

Ventania


Parece que hoje é o dia mundial do Vento/Consciencialização da violência contra a pessoa idosa. Ontem aprendi que idoso é um termo muito recente uma vez que velho é o mais utilizado. Velho como depreciativo como já nada cá faz. Há pessoas que realmente fazem muito pouco mas essas são cada vez mais jovens. Há outras que levaram uma vida inteira a dar trabalho como se de “velhos” se tratassem. Ainda há aqueles que levam uma vida a tentar fazer algo e outros a tentar fugir destes. O que é certo é que de vento percebemos pouco, conseguimos identificar unicamente o desagradável que é. De envelhecer também nada entendemos a não ser o desagradável que é. Lutamos uma vida para não envelhecer e de repente ela chega como um vento que se levanta e damo-nos conta que estamos a envelhecer quando aqueles que eram mais velhos já não o parecem tanto e quando todos à nossa volta celebram menos anos do que nós. Triste é termos que nos consciencializar contra a violência, qualquer tipo de violência.
(por Celeste Silva)

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Venho da Segurança Social.
À porta e à espera da abertura estavam umas quinze pessoas, que se entreolhavam enquanto descortinavam qual teria sido a ordem de chegada para retirarem a senha de atendimento.
Portas abertas e após algumas cotoveladas entre os presentes, reparo que enquanto catorze pessoas retiravam senhas para apoios, requerimentos e ajudas, só eu retirei uma senha para a tesouraria para ali largar uma avultada maquia que depressa passará para a secção do lado onde estavam catorze pessoas a olhar avidamente para mim.
Isto é o espelho real da nossa atual sociedade.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Um Feliz Dia para todas as crianças.
Para aquelas que ainda temos dentro de nós, que alguns teimam em recusar que existem, as outras que persistem em mostrar-se ocultando o adulto que deveríamos mostrar diariamente e aquelas que o querem ser e não podem.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Ainda bem que há um "No Dia Mundial Sem Tabaco", um "Dia Internacional de Combate às Drogas", dias disto e daquilo, mas felizmente ainda não há um "Dia qualquer sem ou de combate à cerveja", nomeadamente na sua vertente "Mini"!

terça-feira, 22 de maio de 2012

A confissão da leoa


“Desde que te amo, o mundo inteiro te pertence. Por isso, nunca cheguei a dar-te nada. Apenas devolvi. Não espero retribuição. Esta mensagem, contudo, pede uma resposta. À velha maneira: se gostas de mim, se me correspondes, dobra o canto desta carta e devolve-me amanhã.”
“A minha mãe costuma dizer que a água arredonda as pedras como a mulher molda a alma dos homens.”
“Nunca gostei de aeroportos, tão cheios de gente, tão sem ninguém. Prefiro as estações de comboio, onde sobra tempo para lágrimas e para acenar lenços. Os comboios arrancam lentos, suspirantes, arrependidos de partir. Já o avião tem pressas que não são humanas.”
“Um exército de ovelhas liderado por um leão é capaz de derrotar um exército de leões liderado por uma ovelha”
Mia Couto, in (A confissão da leoa)

Alguém, há alguns dias disse por mim ao próprio Mia Couto que com ele eu aprendi a ler.
Com ele eu aprendi a ler e aprendo sempre mais cada vez que leio um pouco do que ele escreve.
Obrigado Mia Couto.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

“O Último Papa”

“Certos encontros estão predestinados a acontecer mais cedo ou mais tarde. Seja com o bem, com o mal, a saúde, a enfermidade, um furo num pneu, o taxista que não conhece os limites de velocidade e nos cola ao banco de trás a rezar para que aquela não seja a ultima viagem da nossa vida, a mulher dos nossos sonhos, e dos sonhos dos outros, a nossa mulher, o nosso homem, ainda que o pronome possessivo nunca fique bem quando classifique como posse algo que não nos pertence na realidade. A pura ilusão de ser dono de um ser humano. Se nem de nós próprios o somos. E para quem pense o contrário, uma lembrança, o nosso corpo desliga no dia que assim entender e não há nada que possamos fazer para evitá-lo.” 
Assim foi a minha estreia com Luís Miguel Rocha e o seu “O Último Papa”, ali em lista de espera estão a “Bala Santa” e “A Mentira Sagrada” que se adivinham carregados de aventuras, curiosidades e segredos vedados ao comum dos mortais.

sábado, 5 de maio de 2012

Há uns dias atrás um amigo comentou comigo: “ Ah e tal, tu metes umas fotos no ‘face’ que só fazem inveja ao pessoal, fogo! – Tens uma ‘Bimby’?”
Para esse amigo em especial, e sem que fira susceptibilidades, coloco hoje aqui o resultado final de um belíssimo bacalhau assado na brasa, com batatas cozidas com pele (caseiras), esparregado de nabo (caseiro), regadas com um belo azeite (caseiro) e… um excelente tinto (caseiro).
Confidencio entretanto que aguardo ansiosamente que refresque um primoroso ‘doce da casa’ (caseiro) que aguarda caprichosamente no frigorífico por uma boca ávida!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Quase todos os loucos são inteligentes, mas mais inteligentes são aqueles que por loucos se fazem passar.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Os livros têm a ditosa qualidade de nos fazer viajar pelo mundo e de podermos também viajar pelo mundo com eles.
Levam-nos a todos os lugares do universo, os que existem e os que a alma iluminada de alguém nos teletransporta.
Fazem-nos sonhar, viver aventuras, paixões, ódios alheios, mas mais que tudo… engrandecem-nos a alma, alegram-nos, emocionam-nos e por muitas vezes, sem ter vergonha… levam-nos a choros deslavados e nós na garganta, mas, mais que tudo, exaltam a criança que ainda há em nós.
Por isso, no dia de hoje deixo-vos um recado: Leiam, leiam e leiam. Façam-no em todo o lado, pois os livros para isso foram feitos.
Não precisam de baterias, eletricidade nem nada de outras coisas modernas que possam desculpar o facto de não se ler.
E se alma vos presentear… escrevam. Não custa nada. Mas depois leiam e surpreendam-se.
Bom dia do LIVRO.

sábado, 7 de abril de 2012

Apesar da Páscoa de hoje em dia não ter nada a ver com a de outros tempos, com as suas Aleluias, Padre, Sacristão, putos atrás, o 'beija Cristo', a água benta, a família junta, as mesas fartas e as adegas bem apetrechadas... eu 'ainda' não desgosto totalmente da época, por isso....
Uma Feliz Páscoa para todos os meus amigos, em especial aqueles que ainda recordam a mesma Páscoa que eu.
E desculpem o Coelho, fiquem lá com os ovos e as amêndoas!

sexta-feira, 30 de março de 2012


Por vezes é bom lermos maus livros para assim podermos apreciar os verdadeiramente bons!
Por sugestão comecei a ler o ‘Liberdade’ de Jonathan Franzen mas logo nas primeiras páginas adivinhei o que por ali vinha.
Jamais comecei um livro sem o acabar, mesmo quando o assunto era maçador, desinteressante, demasiado confuso ou indigesto, sendo este o primeiro.
Cheguei à página 503 de 684 de uma história que supostamente representaria na generalidade uma tradicional família americana, que caso isso fosse verdade todos teriam contactos privilegiados no governo, teriam amigos superestrelas musicais, ganhariam fortunas com ignóbeis carreiras profissionais, seriam cornudos, com tendências suicidas ou atletas de renome e orgulho nacional.
Não gostei de todo! 

quarta-feira, 14 de março de 2012

É lamentável quando a função duns Headphones deixa de ser o de ouvir musica, para a de impedir totalmente o que nos rodeia! 
Hoje e mais uma vez, foi dia de desesperar com a presença de outros nos bancos próximos do comboio.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Ora bem e porque está na moda... 
Estou ligeiramente sob o efeito de drogas legais. Daquelas de origem biológica, sem aditivos, corantes ou conservantes. Vindas directamente da Beira Baixa e acondicionadas em embalagens individuais de 5 litros.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Hoje fiquei atónito com a interpretação deste cartaz.
Eu percebi mal ou apela à não reconciliação, à negação da esperança e do perdão?
Será que um medicamento não poderá ser tomado por ter algumas contraindicações? Será que as pessoas não têm direito a segundas oportunidades?
“Não tenhas esperança”?
Onde está a estatística daqueles que por terem passado um mau momento na sua relação, ao voltarem solidificaram o sentimento mutuo e nunca mais repetiram situações de violência ou maus tratos?
Hoje é o ‘Dia dos Namorados’ ou como alguns dizem o ‘Dia mundial do amor’. Todos os dias o são, desde que o Homem assim o queira, desde que acreditem, desde que o procurem.
Um bom resto de Dia de S. Valentim para todos.
“Sejam felizes e façam alguém feliz”.

sábado, 11 de fevereiro de 2012


Chamem-me piegas, chamem-me o que quiserem…
Eu adoro abraços. Abraço é mais que um aperto de mão ou um beijo na face, um abraço é uma enorme partilha do nosso ser e demonstração de sentimentos.
Adoro abraços. Adoro ter alguém de quem realmente gosto entre os braços e compartilhar um afeto apertado.
Adoro abraços e pronto.
Um abraço para todos vocês!


http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/braga-abracos-gratis-free-hugs-capital-europeia-da-juventude/1324750-4071.html

domingo, 5 de fevereiro de 2012


Chamem-me de ‘má pessoa’ mas nunca de ‘mal educado’!
‘Má pessoa’ é uma característica minha e só minha, com que nasci ou algum dia optei por ser. ‘Mal educado’ seria o produto de uma ‘má educação’ prestada pelos meus pais, e isso garanto a todos… 
Eu nunca fui ‘mal educado’.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Hoje deparei com uns bons quinze parvos, durante uns bons cinco minutos à espera de um elevador para subir uns míseros dois pisos, quando a menos de quinze metros estão umas passadeiras rolantes. 
Mas a preguiça é superior à força necessária para andar essa distância? 
Pois nem se trata de subir escadas, mas sim só percorrer uma miséria de metros para chegar a uma passadeira rolante!
Oh gentinha triste!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Com este briol de rachar, estalam-me os ijuelhos, caem-me as zorelhas, doem-me as zunhas e chorem-me os zolhos.
Fosca-se… e ainda vai ficar pior? Ai, os meus zortelhos!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Amo-te e sei porquê!


Amo-te e sei porquê! 
Adoro olhar para ti
Sentir a tua presença
Acordar contigo e sentir-me amado
Sonhar contigo acordado
Amo-te e sei porquê!
Sei porque adoro o teu olhar
Ver-me nos teus olhos
Olhar para ti com o sentimento
De que serei teu para sempre
Amo-te e sei porquê!
Ser invadido com a tua calma
Ser contagiado com a tua coragem
Ver-te sorrir aprendendo
Ver-te amar ensinando
Amo-te e sei porquê!
Sei porque te olho assim
Sei porque o azul do céu te inveja
Se sente pequeno ao pé de ti
Sei porque te quero
Sei porque te amo
Amo-te e sei porquê!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Hoje no fim do dia fui fazer umas pequenas compras ao LIDL. 
No momento em que recebia o troco, constatei que o atarefado rapaz da caixa estava a dar-me cinco Euros a mais.
De imediato questionei o mocito se sabia quanto eu lhe tinha dado para pagar as compras, ao mesmo tempo que lhe dizia que me estava a dar dinheiro a mais, quando, para meu espanto vejo-lhe uma expressão de total incredulidade pelo que se estava a passar, pois o que para mim foi uma coisa normal, para ele deve ter sido algo que muito raramente lhe acontece.
Será e questiono eu… A integridade é uma característica em vias de extinção?

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

"É urgente ser coerente com o que somos e acreditamos, e agir em conformidade. Que a felicidade é o momento presente e não um ideal a alcançar. Que um dia não é apenas mais um, e agir para que acrescente ao anterior… e sim, é urgente acreditar que tudo começa em nós para poder acontecer." 
(Namalimba Coelho)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Alguém poderia por ali uma “plaquita” na Ponte Internacional do Guadiana a informar os “nuestros hermanos” que eles não pagam portagem na Via do Infante?

Evitavam-se muita ovelha a pastar na EN 125 e outros tantos assassinos armados em Fittipaldi com conduções dignas de passar na televisão, daquelas 'amaricanas' e captadas de helicóptero!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

sábado, 7 de janeiro de 2012

Esta é a Vitória. Um elemento da família que apesar do seu aspecto feroz é um doce de animal que duvido ser capaz de fazer mal a uma mosca.
Apesar de não ter a atenção devida, esta menina, se fosse necessário e caso o soubesse daria a vida por qualquer um de nós cá em casa.


Por isso... primeira resolução do ano foi: Dar-lhe a atenção que merece como membro integrante que é!